A mesa· 8 min de leitura·18 de maio de 2026
Os melhores restaurantes de Arequipa: a lista completa
Da Nueva Palomino ao Zig Zag — sete endereços que cobrem a Cidade Branca, da picantería centenária à mesa contemporânea.
Por Kada Travel Editorial
Arequipa tem a cozinha regional mais consistente do Peru, sustentada por uma instituição que não existe com a mesma força em Lima nem em Cusco: a picantería centenária. A essa base soma-se, nas últimas duas décadas, uma camada de cozinha contemporânea que reinterpreta o receituário do sillar sem o trair. Esta é a lista completa — sete endereços, do mais tradicional ao mais recente — da cena gastronómica arequipenha.
La Nueva Palomino
Em Yanahuara desde os anos trinta, é a picantería de referência da cidade: pátio de pedra sillar, cozinha a lenha à vista, chicheras que mantêm a mesma receita há gerações. O domingo é o dia do adobo arequipeño (porco em chicha de jora e ají panca, cozido toda a noite); no resto da semana, rocoto relleno, chicharrón e cuy chactado. Sem reserva, paga-se em dinheiro. USD 8-15 por pessoa.
Sol de Mayo
Picantería histórica do bairro de Yanahuara, contemporânea da Nueva Palomino e com o mesmo formato de pátio e mesas comunitárias. A sua especialidade é o rocoto relleno e o chupe de camarões, com um jardim mais amplo e ambiente ligeiramente mais turístico do que o da vizinha. USD 10-16 por pessoa.
Zig Zag Restaurant
Num casarão colonial do centro histórico, propõe a fusão suíço-peruana do chef Michel Hediger: carnes de alpaca, vaca e avestruz que o comensal acaba de cozinhar à mesa sobre pedra vulcânica a 400 °C. Ambiente de escadaria de pedra e tetos abobadados do século XVII, serviço em inglês, reserva recomendada na época alta. USD 35-55 por pessoa.
Chicha, por Gastón Acurio
Na rua Santa Catalina, é o projeto de Gastón Acurio dedicado ao receituário arequipenho em formato de restaurante: rocoto relleno, chupe de camarões, adobo e ocopa num pátio colonial restaurado com toalhas brancas, carta bilingue. O meio-termo entre autenticidade e conforto para quem só tem uma refeição em Arequipa. USD 25-40 por pessoa.
Crepisimo
Irmã do Zig Zag, em frente ao Mosteiro de Santa Catalina: especializada em crepes doces e salgados, boa carta de vinhos peruanos, café de especialidade e pisco sours. A paragem de pequeno-almoço ou lanche entre visitas ao centro histórico. USD 10-18 por pessoa.
Zingaro
Na rua San Francisco, cozinha peruana contemporânea com toques internacionais num espaço de dois pisos com varanda para a rua. Carta ampla — da alpaca às massas — que funciona bem para grupos com gostos diferentes. USD 20-35 por pessoa.
Hatunpa
Também no eixo de Santa Catalina, dedicado inteiramente à batata — o Peru tem mais de três mil variedades nativas — servida com acompanhamentos que mudam todas as semanas (ocopa, huancaína, rocoto, chicharrón). A melhor relação qualidade-preço da cidade para um almoço rápido. USD 6-10 por pessoa.
Em Lima inova-se sobre o receituário nacional. Em Arequipa defende-se o receituário regional. São dois projetos gastronómicos distintos, e o segundo é, para muitos cozinheiros peruanos, o mais difícil de sustentar ao longo do tempo.
Kada Travel
Qual escolher consoante o momento
Para autenticidade sem filtro: La Nueva Palomino ou Sol de Mayo, sobretudo ao domingo pelo adobo. Para jantar formal com produto andino: Zig Zag. Para uma única refeição que resuma a cozinha arequipenha: Chicha. Para almoço rápido de qualidade: Hatunpa. Para grupo com gostos variados: Zingaro.
O que importa para além do preço
As picanterías arequipenhas funcionam sobretudo ao almoço (12h00-17h00) — o adobo e o rocoto relleno são, culturalmente, comida de meio-dia. O Zig Zag e o Chicha aceitam reserva, recomendável na época alta (junho-agosto); a Nueva Palomino e o Sol de Mayo não reservam. Arequipa está a 2335 metros, consideravelmente mais baixa do que Cusco: a comida contundente da picantería digere-se sem o fator de altitude que complica refeições semelhantes em Cusco.
Como combinar
Duas a três noites na cidade chegam para os sete endereços: almoço de domingo na Nueva Palomino se as datas coincidirem, jantar formal no Zig Zag ou no Chicha, Hatunpa ou Crepisimo como paragem de meio-dia no dia do Mosteiro de Santa Catalina, antes de seguir para o Cânion do Colca.
Escrito por Kada Travel Editorial
Perguntas Frequentes
São duas picanterías históricas de Yanahuara com receituário quase idêntico. A Nueva Palomino tem maior reputação internacional; o Sol de Mayo, um jardim mais amplo.
Não aceitam reserva. Chega-se diretamente; ao domingo há 15 a 30 minutos de espera pelo adobo.
O Hatunpa, pelo foco na batata nativa com acompanhamentos sem carne. As picanterías tradicionais estão centradas na carne e no cuy.
Duas a três chegam para os sete endereços, combinadas com as visitas ao centro histórico e a Santa Catalina.
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