
A mesa· 7 min de leitura·9 de fevereiro de 2025
Como conseguir reserva no Central, no Maido e no Kjolle
Três meses, dois meses, seis semanas — o calendário realista das reservas mais cobiçadas do Peru.
Por Kada Travel Editorial
Conseguir mesa no Central, no Maido ou no Kjolle é a prova de paciência mais cara que um viajante ao Peru pode enfrentar. As três casas têm lista de espera permanente, procura que excede a oferta em 4-5 vezes e reservas que se esgotam em minutos assim que abrem. Este guia explica o sistema atual, os truques que funcionam e os que já não funcionam.
Central: três meses com precisão
O sistema do Central abre as reservas no primeiro dia de cada mês às 10h00, hora de Lima (UTC-5), para três meses depois. Ou seja: a 1 de maio, às 10h00, libertam-se todos os horários de agosto. A página oficial é centralrestaurante.com.pe/reservas. A interface não é ideal: exige registo prévio, captcha e escolha do horário em ecrãs separados.
Os horários premium — 20h00, 20h30 e 21h00 de sexta e de sábado — esgotam nos primeiros 5-10 minutos. Os de terça e quarta, nos primeiros 30. Os almoços (de quinta a sábado) duram um pouco mais, até 1-2 horas.
Para aumentar as hipóteses: registar-se no site 24 horas antes, ter o cartão de crédito internacional pronto (a reserva exige um pré-pagamento de USD 200 por pessoa como garantia), ligação rápida (wi-fi do hotel, não dados móveis), navegador já aberto no separador e refrescar exatamente às 10:00:00.
Maido: dois meses com turnos
O Maido abre as reservas com dois meses de antecedência, todos os dias às 12h00, hora de Lima (não só no primeiro dia do mês, como o Central). Isso distribui a procura e torna mais viável conseguir lugar. O site é maido.pe/reservas e exige pré-pagamento de USD 150 por pessoa.
Os horários distribuem-se por três turnos: almoço (13h00), jantar cedo (19h00) e jantar (21h00). O turno de jantar das 21h00 de sexta e sábado é o mais procurado; o almoço de quinta é o mais fácil de conseguir.
Truque: se o dia pretendido não tiver lugar, ver a semana anterior e a seguinte. O Maido permite remarcação gratuita até 72 horas antes, com mudança de data, se houver disponibilidade.
Kjolle: seis semanas, lista de espera real
O Kjolle tem um sistema mais informal mas mais complicado: as reservas abrem seis semanas antes, sem horário fixo. O site (kjollerestaurante.com) exige preencher um formulário com preferências e esperar confirmação 24-72 horas depois. Se a data estiver disponível, chega um e-mail com o link de pagamento.
O sistema permite priorização: os hóspedes dos hotéis associados (Hotel B, Country Club, Belmond) estão numa lista preferencial. Para os nossos viajantes, a reserva é tratada dentro do pacote, com três semanas de antecedência.
O que já não funciona
Três táticas que funcionavam antes de 2024 e já não funcionam.
A primeira: aparecer sem reserva. Os três restaurantes já não aceitam walk-ins, nem sequer ao almoço ou a uma terça-feira. A política endureceu depois de 2023, quando o Central chegou ao primeiro lugar mundial.
A segunda: contactar o chef diretamente pelas redes sociais. Os chefs das três casas estão no Instagram, mas não respondem a mensagens sobre reservas. Os pedidos são encaminhados para a equipa de reservas e para o sistema habitual.
A terceira: pagar um extra por uma reserva de última hora. Não existe qualquer sistema oficial de «skip the line». Há terceiros que dizem vendê-lo, mas é fraude: as reservas não se transferem entre pessoas (verificação do passaporte à entrada).
O que funciona
Três táticas legítimas para aumentar as hipóteses.
A primeira: flexibilidade de data. Se a viagem permitir terça, quarta ou quinta ao almoço, há 3-5 vezes mais disponibilidade do que ao jantar de sexta ou sábado.
A segunda: o número de comensais. As mesas de dois têm menos disponibilidade. As de quatro ou seis têm mais opções de horário. Se a viagem é a dois mas há abertura para juntar-se a outros viajantes, pode resultar.
A terceira: operadores autorizados. Algumas agências de turismo de luxo (a Kada Travel entre elas) têm relação direta com os restaurantes e obtêm lugares mensais reservados aos seus clientes. A gestão faz parte do serviço da viagem.
A paciência é a moeda de troca para o Central, o Maido e o Kjolle. Entre jantar num dos três e não jantar há por vezes cinco minutos num servidor saturado.
Kada Travel
Plano B
Se a reserva não sair, as alternativas não são consolo — são mesas excecionais por si próprias. O Mayta, o Mérito, o Astrid y Gastón (Casa Hacienda Moreyra) e o Cosme oferecem experiências gastronómicas comparáveis com menor pressão de reserva. Os quatro estão no ranking 50 Best ou perto dele.
A quem não conseguiu o Central, recomendamos sempre o Mayta como substituto. Para o Maido (cozinha nikkei) não há substituto exato em Lima — o equivalente mais próximo é o Maras do Westin, também contemporâneo mas peruano, não nikkei.
Escrito por Kada Travel Editorial
Perguntas Frequentes
Central: até 72 horas antes, com reembolso de 50%. Maido: até 48 horas, com 75%. Kjolle: até 96 horas, com 100% se houver substituição da lista de espera.
Central USD 200 por pessoa, Maido USD 150, Kjolle USD 100. O pré-pagamento é descontado do total da conta no momento do pagamento.
Ocasionalmente, por cancelamento. O Central tem lista de espera oficial; o Maido e o Kjolle não. Para lá chegar, registar-se 48-72 horas antes e ver o e-mail todos os dias.
O Maido, pelo sistema diário e pelos três turnos por dia. O Kjolle é o mais imprevisível. O Central é preciso, mas com concorrência alta.
Para os nossos viajantes, sim: a reserva está incluída no pacote da viagem sem custo adicional. Para uma reserva isolada (sem viagem), depende do custo da agência face ao do jantar.
Sim. O Maz em Tóquio (fundado por uma equipa vinda do Maido), o Mayta em Madrid (sucursal). Os conceitos viajam; a cozinha com produto peruano é difícil de replicar fora do Peru.
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